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Mercedes Planeja Seis Corridas Finais Apesar de Crise no Oriente Médio

Mercedes Planeja Seis Corridas Finais Apesar de Crise no Oriente Médio

A Mercedes segue trabalhando com a expectativa de disputar as seis etapas restantes da temporada 2026 de Fórmula 1, mesmo com dúvidas crescentes sobre a realização dos GPs do Catar e de Abu Dhabi. O motivo é a escalada de tensões no Oriente Médio, região que sedia dois dos últimos compromissos do calendário. Toto Wolff, chefe da equipe alemã, afirmou que a estrutura segue as diretrizes oficiais da categoria e não antecipa cancelamentos.

Wolff evita especulação e mantém o foco no calendário oficial

Questionado por jornalistas no último domingo (11) sobre a possibilidade de Andrea Kimi Antonelli conquistar o título mundial antes do previsto, Wolff preferiu não especular sobre os efeitos de eventuais cancelamentos. O dirigente reforçou que a Mercedes se prepara para cumprir toda a programação remanescente. "Como os GPs do Catar e de Abu Dhabi estão atualmente programados para acontecer, pelo menos é isso que todos dizem, devemos nos preparar para disputar mais seis corridas, e não quatro ou cinco", declarou.

Antonelli embala favoritismo na briga pelo título

A postura cautelosa de Wolff contrasta com a situação confortável de Kimi Antonelli na tabela. Depois de terminar em terceiro lugar no GP de Singapura, o piloto italiano ampliou para 102 pontos sua vantagem sobre George Russell, companheiro de equipe e segundo colocado no Mundial de Pilotos. Com seis etapas pela frente, Antonelli pode confirmar matematicamente o título já no GP das Américas, em Austin, no fim de outubro, desde que amplie a diferença para pelo menos 125 pontos. Caso as corridas do Oriente Médio sejam canceladas antes da etapa americana, restariam apenas 100 pontos em disputa, o que tornaria o jovem italiano campeão mundial de forma imediata.

Tensões no Oriente Médio aumentam incerteza logística

O pano de fundo da cautela da Fórmula 1 é a deterioração da segurança regional. No início do último fim de semana, forças americanas desabilitaram um navio comercial no Golfo de Omã depois que a embarcação, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), ignorou avisos e tentou romper o bloqueio naval imposto ao tráfego de navios que entram e saem de portos iranianos. A ação atingiu a propulsão da embarcação, sem registro de tripulantes feridos, segundo nota militar.

No domingo (11), o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, capital da Arábia Saudita, foi atingido novamente, com um morto e 11 feridos - um dia após outro ataque no mesmo local, que havia deixado ao menos 12 mortos e 309 feridos, de acordo com autoridades sauditas. A sequência de episódios amplia as preocupações sobre a viabilidade de grandes eventos esportivos internacionais na região, justamente às vésperas das duas últimas etapas do calendário da F1.

O que vem pela frente no Mundial

No calendário oficial, o GP do Catar está previsto para o fim de novembro, e a temporada deve se encerrar em Abu Dhabi, no início de dezembro. Antes disso, porém, a categoria tira uma folga após o GP de Singapura e retorna entre os dias 23 e 25 de outubro, para o GP dos Estados Unidos, em Austin - a 18ª etapa da temporada. O fim de semana americano pode ser decisivo tanto para o desfecho esportivo do campeonato quanto para esclarecer se as corridas finais no Oriente Médio realmente ocorrerão como planejado.